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27- Vitória - Fox Paulistinha atropelada e salva
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Novembro 2009
“Depois de alguns meses resolvemos escrever sobre o final feliz desta
história !!! Esta cadelinha foi atropelada e a socorremos no bairro
Planalto, no feriado do carnaval, ficamos desesperados por ajuda e por
uma adoção!!! Pois bem, após a alta dela, vamos chamá-la de Vitória,
conseguimos uma pessoa para adotá-la, ficamos super felizes, mas
passados uns quatro dias recebemos a ligação para devolvê-la, pois a
mesma "gritava" muito e estava muito estressada, inquieta e não
comia.... Ficamos loucos, pois não tínhamos onde deixá-la, mas
resolvemos ligar para a minha irmã Luciana, que é estudante de
veterinária, e pedimos para que a Vitória ficasse na casa do meu pai até
que encontrar um lar para ela!!!! Mas o que aconteceu depois de muito
carinho e apego, resolvemos ficar com a Vitória.!!! Ela esta linda,
carinhosa, não chora mais, abana o "restinho de rabo" quando todos
chegam perto dela.... Bem ela hoje esta super bem tratada, já fez várias
consultas e está ótima!!!! Ela toma Gardernal pois estava tendo
convulsões, mas agora ela é a nossa VITÓRIA!!
Gostaríamos de agradecer a todos que nos ajudaram, Matilde, Ester e
todos os outros.... MUITO OBRIGADO!!”
Grande abraço Marcela e Ricardo.
Fotos da Vitória com a Luciana:

No colinho!
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28- Nina, Linda e suas histórias com a Cristina
Novembro 2009
“Fico feliz em divulgar o SOS Bichos!. Fico mais feliz ainda em saber
que os peludos estão sendo adotados por pessoas boas que irão amá-los.
Estou enviando-lhe as fotos das minhas
bonecas. A preta e branca se chama Nina e é uma mestiça de Border Collie.
Estava abandonada em São Paulo, capital. Foi encontrada debaixo de um
banco no ponto de ônibus em um temporal. A protetora, minha amiga,
Luciane, não sabe como ela conseguiu sobreviver nas ruas, pois é uma
cadelinha pequenina e frágil. Pesa somente 5k e é toda delicada. A
Luciane resgatou-a. E recebi um email de outra protetora, Denise Hajjar,
com a foto da Nina e o endereço eletrônico da Luciane. Eu tinha acabado
de perder minha cachorrinha de sete anos, uma Scottish Terrier, de
Leishmaniose e estava desolada. Quando vi o email com a foto da Nina
tive certeza que queria cuidar dela!
A Luciane veio trazê-la de avião. E
conversamos bastante. Tiramos fotos. Ela chorou quando foi embora e
deixou a Nina. No início a Nina era toda ressabiada. Agora é a dona da
casa, muito obediente, inteligente e esperta. A Nina tem hoje uns três
anos.
Depois de uns seis meses a mesma
protetora, Luciane, me liga e diz que encontrou uma Scottish Terrier na
cor trigo que tinha sido atropelada e estava abandonada em uma clínica
toda judiada. Nem sabia se ela andava ou não. Eu não pensei duas vezes.
Liguei para ela e disse que podia trazê-la. Ela foi à clínica
imediatamente e trocamos algumas ligações e ela conseguiu tirar a
cachorrinha da clínica e levá-la em um veterinário para ver como estava
à saúde dela e me enviou de avião. Fui a Confins buscá-la.
Trouxe-a para casa e tivemos um período de adaptação de um mês, mais ou
menos, pois a Linda veio muito sofrida. Tinha sido atropelada realmente
e sofrido uma fratura na bacia e nas duas pernas traseiras. Estava com
uma otite crônica. Problemas no olho. E muito tártaro. Não foi castrada,
pois devido ao seu estado não podia ser. Além de amá-la e demonstrar que
ela estava segura eu comecei a fazer alguns tratamentos com ela. Os
olhos e o ouvido, que acabou tendo que ser operados neste ano, pois só
os remédios não curaram a otite. Agora está bem melhor. Está também
fazendo regime, pois além de estar acima do peso, o exame de sangue dá
níveis elevados de triglicérides e outros. A castração ainda não
aconteceu. Vou deixar por último. Ela tem hoje uns oito anos. Dei o nome
de Linda em homenagem à Linda McCartney.
As duas são um charme. Muito alegres, companheiras, carentes e
expansivas nos seus modos de demonstrar que adoram as pessoas e adoram
carinhos. Muito obedientes tranqüilas e inteligentes. As duas são a
minha alegria!
Obrigada pela oportunidade de contar a história das duas e de mostrar
que não só os vira-latas que sofrem com os abandonos, mas também os cães
de raça. E não entendo a crueldade humana de abandonar um animal e muito
menos de maltratar um bichinho...
E obrigada pela oportunidade de divulgar a adoção das minhas lindezas e
ao mesmo tempo de incentivar mais gente a fazer isso.
Um grande abraço!”
Cristina Cleyde
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29- Paloma e Neusa
Novembro 2009
Depoimento da protetora Neusa contando a história da Paloma
“Olá SOS Bichos!!
Espero que estejam felizes juntos aos que te amam!
Hoje,levei minha Paloma para ser castrada no Centro de
Esterilização,setor Noroeste.
Ela esta comigo há 6 anos, acompanhou meu filho que retornava de
bicicleta, eram 11 horas da noite, simplesmente entrou como se a casa
fosse seu lar. Conquistou a todos nós. Elegeu meus lindos vasos de
plantas como sua distração predileta, sempre teve medo das outras
fêmeas. Só queria dormir nas camas, era repreendida, saia e procurava
seu canto no quintal. Deveria ter mais ou menos 6 meses. Quando chegou,
logo mostrou sua “índole”, tinha o focinho , as orelhas mordidas
recentemente, ainda com cascas, os dedinhos cravados de bicho de pé e o
pior , carrapatos minúsculos dentro do ouvid! Minha filha não se
importou com nada disso. Se apaixonou! Esses carrapatos deram foi
trabalho.Ela não permitia tocá-los, foram dias consecutivos de
tentativas, ela se enervava ao máximo e avançava, mas logo se
aconchegava ao seu colo. Assim Paloma foi se revelando.Queria privilegio
em tudo .Arrumou de cara varias inimizades com as “meninas” da casa, mas
nada que não pudesse ser contornado. Comida, era outro drama, tinha que
ser trancada enquanto as outras se alimentavam. Ficar no jardim, nem
pensar, se espremia pela grade e ganhava a rua. A primeira vez que isso
aconteceu foia `noite. Liguei para meu filho que estava na casa de um
amigo do bairro. Ele chegou pegou sua moto e foi a sua procura. Não foi
preciso procurar muito. Ela foi parar no final da Av. dos Engenheiros,
aqui no Alípio de Melo. Foi seguindo duas mulheres. Meu filho foi se
aproximando quando uma delas perguntou se ele era o “dono”. Ele
respondeu que sim. Tentou pegá-la mas ela se safou como um vento. Então
ele voltou par casa , pediu ao amigo que fosse com ele buscá-la. Após
mais de uma hora, eu sentada na calçada, vejo meu filho descendo com ela
na moto. Parou, e antes mesmo de tirar o capacete deu-lhe uma bela
bronca. Ela entrou como se nada tivesse acontecido, e foi se alojar no
primeiro quarto que estava com a porta aberta.
Após este episódio, ela fugiu várias vezes, e sempre meu filho foi atrás
, ora a pé , ora de carro, ora de moto, e sempre lha dava uma enorme
bronca e puxões de orelha e novamente ela fingia não estar nem aí. Meu
filho se irritava comigo, dizendo que a próxima vez não iria atrás. e
meu marido xingava também dizendo que eu e que era a dona dela!!
O fato é que eles a amavam demais!
Anos se passaram, e ela aprendeu o caminho de volta. Saia e voltava!
De uns tempos pra cá ela foi banida do quintal. Sabe por quem? Pela Jade
a minha outra resgatada das ruas!!!
Jade pegou-a pra valer, duas vezes, sendo a última a derradeira. Não foi
possível mais deixá-la lá. Ela agora vive intensamente. Fica parte da
manha no jardim, no inicio da tarde, presa em outro local para a Xita (
a outra cadela da casa) não matá-la, no final da tarde , faço um
revezamento das duas., mas quando ela ouve o barulho da corrente do
portão, arruma um jeito e passa como um “curisco”, daí ela retorna tipo
2 horas após, pois se alguém for ao seu encalço ela desaparece para não
ser alcançada.
Há 3 meses estava aguardando a castração. Chegando no Centro de
Esterilização. aguardamos junto ao carro, pois Paloma não gosta de
cachorros, estava quase sendo impossível contê-la. Enfim chegou sua vez.
Após repetidas recomendações por ela ser uma cadela arisca, o assistente
a levou.
Paloma não pode ser vacinada na campanha da PBH, este ano não quis que a
“tragédia” se repetisse. Ela não permite que lhe aplique repelente, lhe
dê vermifugos, esses tem que ser a poder de quatro almôndegas, a s
primeiras sem problemas, a última, ela consegue comer a carne e cuspir o
remédio, o recurso então é apelar para os ovos. No desespero para
comê-los ela acaba se traindo e engole o vermifugo junto!!!
Associa cheiros como do café recém coado, ás 6 horas da manhã ela começa
esmurrar a porta do banheiro para sair , espero a Xita se aliviar, pois
ela também dorme dentro de casa, então prendo de novo a Xita e então
solto Paloma,. Se não for muito hábil ela antes de sair sobe em cima da
mesa atrás de pão. E se deixar come tudo ali mesmo
e ainda carrega a margarina para fora, revira meus vasos, joga terra no
chão e então faz seu xixi.e entra desesperada querendo comida!
A atenção para com ela, acaba deixando as outras sempre na espera,
inclusive a Jade que também deu para esmurrar a porta que dá para a
cozinha.
Assim que a cirurgia terminou, a Vet veio até nos dizendo que ela tinha
dado um trabalhão, logo imaginei Paloma se debatendo tentando se safar
dali, mas ai foi que meu coração quase parou. Ela disse que Paloma
estava em soroterapia pois teve inicio de parada cardio- respiratória
mas, que o quadro havia se revertido. Eu sei bem o que é isto pois
trabalhei 4 anos em um bloco cirúrgico. Ela teve que ser entubada...
Após ela ter superado a crise, retornamos para casa, Minha filha me
avisou que ela sentiu dores, mas foi logo medicada com dipirona
embrulhada nos bolinhos de carne preparados previamente para esta
ocasião. Ficou no quarto até se recuperar.
Agora posso descansar meu coração. Deus permitiu que ela não se fosse
agora. Amanhã será um novo dia, nossas forças estarão renovadas . Temos
o compromisso de assisti-la em tudo. E a certeza de que se algum dia ela
fugir novamente e estando no cio, não irá se emprenhar e dessa forma
vários filhotes deixaram de vir ao mundo para
fazer parte da triste estatística do abandono!!!
Neusa – Alípio de Melo

A bela Paloma fazendo pose para foto!
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