Sasha. Eu quero viver

  

Sasha

Mais uma bela história.

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Sasha-1-1024x413.jpg

Essa cadelinha tem muita sorte. Não sabemos quantas, mas esta não foi a sua segunda chance. Talvez a terceira ou quarta. Mesmo assim, não perdeu a docilidade e a adoração por pessoas.

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Sasha-2-1024x259.jpg

Esta mocinha foi encontrada na Avenida Abílio Machado, sem nenhuma experiência com a vida livre, entrando na frente dos carros e seguindo as pessoas.

Abanava o rabinho e pulava em qualquer um que passava, como se estivesse pedindo pra brincar. Estava claro que havia se perdido ou fugido. Não havia nenhum sinal de maus tratos. Pêlo muito bem cuidado, bem alimentada, hidratada e sem parasitas.

Estava também castrada, o que indicava que estava em boas mãos, ou que já passou pelas mãos de algum protetor ou ONG.

Logo na primeira semana, mostrou o porquê estava perdida. Ela é uma daquelas coisas fugitivas, que não pode ver um portão aberto.

Normalmente, quando recolhemos um cão, ele já está com marcas visíveis do abandono, machucado e ferido, arredio e com medo das pessoas, às vezes muito doente e por aí vai.

A Sasha não era nada disto. Continuava aparentemente saudável, apesar de alguns pequenos machucados, pêlo brilhante e macio, bem alimentada e, o melhor, muito sociável com pessoas e outros cães. Mas as ruas são cruéis e não demoraria muito pra roubarem dela essa doçura.

A recolhemos em uma tarde de domingo e a levamos para casa, onde ficou em companhia de vários outros cães, com os quais a pequena Sasha se enturmou com menos de 5 minutos.

As fotos abaixo foram tiradas minutos após o resgate.

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/sasha-3-1024x520.jpg

No dia seguinte ao resgate, foi levada à clínica onde ficou três dias, para os procedimentos de rotina.  Foi vacinada, vermifugada e colheu sangue para exames.

Quando chegaram os resultados dos exames, sua história de luta pela vida começou. Um primeiro diagnóstico positivo para leishmaniose, embora sem nenhum sintoma aparente.

Não era possível que uma cadelinha tão alegre estivesse condenada. Decidimos aprofundar os exames, o que indicou a possibilidade de erlíchia. Trinta dias de tratamento intenso para a erlíchia e novos exames, confirmando o diagnóstico positivo para leishmaniose.

A opção recomendada seria a eutanásia. Mas eutanásia é para evitar o sofrimento do animal e, nesse caso, não havia sofrimento. Ela era uma cadelinha esperta, ativa, brincalhona, carinhosa e queria muito viver.

Ficamos imaginando qual seria o seu destino, se ela fosse um cãozinho de estimação e tivesse uma família que a amasse. Seria sacrificada? Achamos que não. Claro que nesse caso, ela receberia o melhor tratamento. Teria à disposição todos os recursos que a medicina veterinária pudesse oferecer e que o dinheiro pudesse pagar.

Mas ela era uma cadelinha vira-lata, porte médio, daquelas que ninguém quer. Estava nas ruas. Seus donos não procuraram por ela, ou talvez a tenham abandonado. 

Decidimos usá-la como exemplo. Não foi por acaso que ela chegou em nossa porta e pulou em meu colo sem qualquer aviso e sem que eu lhe chamasse. E alguns ainda duvidam que eles são guiados.

Ela teria o melhor. Ela teria o tratamento digno e todos os recursos médicos possíveis. A Sasha era muito carinhosa e brincalhona. Tinha todas as atitudes de filhote. Já estava vacinada, vermifugada e castrada. Relacionava-se muito bem com outros cães e também com crianças. Merecia uma desfecho diferente.

Iniciou o tratamento com uma enorme quantidade de medicamentos, chegando a tomar até 10 comprimidos por dia. Medicamentos e protocolos já testados e aprovados em alguns países da Europa. Tinha que funcionar. Afinal, ela merecia.

O tratamento foi longo e o confinamento também. A Sasha já dava sinais de cansaço, de estresse, de tristeza. Mas a luta pela vida estava apenas começando.

Em uma manhã, percebendo a necessidade da Sasha mudar de ares e esquecer um pouco o difícil tratamento, decidimos dar a ela um dia de cão, ou melhor, um dia de lobo. Passaria um dia inteiro em uma expedição canina, junto com companheiras já conhecidas.

Assim que se viu em liberdade, ela corria, pulava, cheirava, cavava, latia, deitava, rolava, às vezes lembrava que precisava beber, comia um pouco, voltava a pular, correr, brincar…

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/sasha-4-1024x529.jpg

 

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/sasha-5-1024x504.jpg

Depois de um dia de muita atividade, claro que ela prepararia uma cama bem confortável, na terra mesmo, exatamente como faria uma loba. Por apenas um dia, ele esqueceu a doença e o tratamento. Desfrutou das delícias da vida de um cão saudável, feliz e amparado.

Ela sabe o que é ser um cão de estimação. Sabe que nasceu pra isso e não vai desistir fácil.

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/sasha-6-1024x553.jpg

Ao final do dia, perguntada se gostou do passeio, foi esta a resposta que tivemos.

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/sasha-7-1024x345.jpg

Esse anúncio não busca arrecadar recursos para o tratamento. A Sasha já tem todo o tratamento garantido. Será doada com todos os exames em perfeito estado, inclusive com exame negativo para Leishmaniose.

Mas claro que dependerá de alguns cuidados especiais.

Por ora, precisa encontrar os donos ideais. Alguém que se disponha a recebê-la, ou pelo menos esperar por ela na saída da Clínica, após a conclusão do tratamento. Enquanto estiver em tratamento, poderá visitar os novos donos, conhecer a nova casa e quem sabe até passar com eles um final de semana ou outro, pra ir se acostumando.

Contato para adoção:

Crispim. (31) 3477.7602

http://oloboalfa.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Logo-O-Lobo-Alfa-Projeto-300x234.jpg

 

 

 

 

 
   

SOS Bichos ©2008 - 2010 - Design by wbh Criação de sites